Vulnerabilidade institucionalizada: o Estado diante da ineficácia das medidas protetivas da Lei Maria da Penha

Autores

  • Jeniffer Evangelista Martins Faculdade de Gestão e Inovação (FGI)
  • Anderson Darada Faculdade de Gestão e Inovação (FGI) Orientador(a)

Palavras-chave:

Lei Maria da Penha, medidas protetivas, responsabilidade civil do Estado, violência doméstica, feminicídio

Resumo

Este artigo analisa a responsabilidade civil do Estado em relação à ineficácia das medidas protetivas de urgência estabelecidas na Lei n.º 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), particularmente nos casos de reincidência de violência doméstica e feminicídio. A questão de pesquisa consiste em verificar se a omissão do Estado na implementação das medidas protetivas constitui violação do dever constitucional de proteger mulheres em situação de violência, podendo resultar em responsabilização civil do Poder Público. A hipótese defendida é a de que a mera concessão judicial da medida protetiva não esgota a responsabilidade do Estado, pois o reconhecimento formal da situação de risco impõe ao Poder Público a obrigação específica de implementar medidas eficazes para proteger a vítima.

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Publicado

27-10-2026

Edição

Seção

Trabalhos de Conclusão de Curso